Widerscreen

A Philips está lançando uma televisão com formato 21:9. Só para vocês terem uma ideia, as televisões de tubo têm um formato 12:9. As televisões widescreen de plasma e LCD têm formato 16:9. Esse novo formato 21:9 é o mesmo de superproduções do cinema.

Para promover o lançamento desse novo formato, a Philips tem um site: www.cinema.philips.com.

Lá vocês vão poder ver um filme especialmente produzido para apresentar a nova tecnologia. O filme chama-se Carousel, nome bem sugestivo. Claro que é uma produção pensada especificamente para este momento, então abusa-se de tecnologias matrixianas. Bacana, mas não muito supreendente.

Surpreendente mesmo é o tema do filme. Um assalto realizado por um grupo de palhaços. Em certos trechos o filme chega a ser violento, com fogo cruzado e marcas de sangue. Acho supreendente porque a Philips é uma multinacional e esse tipo de empresa dificilmente é ousada em sua comunicação. Quando você viu um comercial da Unilever ou da GM que retrata um assalto?

Isso é fantástico, é um à queima-roupa no meio dos olhos da hipocresia para chegar perto do que seu público realmente quer. Quem vai comprar uma televisão dessas não vai comprar para ver o telejornal. Compra para ver produções de Hollywood que mostram ação, com toda adrenalina e violência que for possível. É isso o que o público quer ver, é isso que a Philips mostra.

O preço do mimo? Digamos assim: quem precisa de um carro novo?

Arquivado em: Tugarê — por Alexandre Arato terça-feira, 21 abril, 2009. às 14:01

Que silêncio…

Arquivado em: Tugarê — por Alexandre Arato quarta-feira, 01 abril, 2009. às 20:08

morre um mito.

Mohallem cometeu essa campanha.

Arquivado em: Tugarê — por Leticia segunda-feira, 09 fevereiro, 2009. às 16:27

Adesão ao tratamento

Quer convencer uma criança a colocar um band-aid que ela sabe que vai doer quando tirar? Tente estes modelos convenientemente ilustrados para facilitar a adesão (ahn, ahn) ao tratamento.

Arquivado em: Tugarê — por Alexandre Arato quinta-feira, 05 fevereiro, 2009. às 13:42

Zoom Gigapan Obama

Tem que achar uma velhinha dormindo, uma garrafa de absolut e o wally, não necessariamente nessa ordem. Valendo!!

Arquivado em: Publicidade & Propaganda, Tugarê — por thiago.teles às 0:30

4 horas em 2 minutos

A gente já passou por isso? Mesmo?

Arquivado em: Tugarê — por Leticia sexta-feira, 30 janeiro, 2009. às 23:12

Pixel de mascar

Stefan é fã assumido de composições. Um trabalho insano de inúmeros pequenos objetos para formar uma imagem maior. Mas ele não está sozinho.

O jornal The Telegraph publicou uma galeria de artistas que usam materiais e técnicas inusitadas para montar retratos ou paisagens. Veja aqui. Goma de mascar, giz de cera, tipos de máquina de escrever, Legos, Está valendo tudo. Com o devido tempo, dá até para montar um cenário como esse aí em cima.

Arquivado em: Tugarê — por Alexandre Arato quarta-feira, 28 janeiro, 2009. às 19:09

supérfluos indispensáveis

Quem me conhece sabe que eu atravesso o Atlântico com um Sonrisal em cada mão. Daí, né, CULPA quando o cartão passa na maquininha “e eu nem precisava de mais uma melissa…”. Mas isso agora acabou. Acabo de ler um texto genial que me libertou. Estou curada.

O texto é do Periscinoto, que dispensa apresentações. Mas o legal mesmo é que está num blog, onde ele escreve desde fevereiro de 2008. Tem conteúdo pra ler até ficar vesgo, uma aula de propaganda com um mestre que, mais que publicitário, é um grande observólogo do comportamento humano. Aqui.

E segue o texto:

Escrito em:18/12/2008

NATAL E COMPRAS SEM CULPA.

Aproveitando o cenário do trânsito ainda mais enlouquecido do que o “normal” pelo vai-e-vem dos carros rumo aos shoppings e das multidões disputando espaço nos corredores e lojas dos ditos cujos, ansiosas por esvaziar bolsos, bolsas, detonar os cheques especiais e limites dos cartões de créditos, quero falar um pouquinho sobre o ato da compra e da maneira como encaramos os gastos. Vamos lá. Você já sentiu remorso na hora de pagar o dentista que consertou aquele dente quebrado? Já ficou arrependido de quitar o boleto do plano de saúde que pagou a maternidade? Já saiu beijando santo no ar (aquele tsk, tsk, tsk) de auto recriminação por ter gasto uma nota no supermercado com as compras do mês? Sei que não. Agora o reverso: você já se trancou no banheiro da concessionária chic e, olhando o espelho, ficou recriminando o cara que aparece nele por ter feito um monte de cheques pré datados pra pagar aquela Harley-Davidson Fat Boy mesmo considerando que você tem medo até de andar de bicicleta? Ou, sendo mulher: você já mordiscou as unhas cuidadosamente tratadas depois de ter espanado seu limite no cartão de crédito comprando aquela caríssima bolsa Prada e com alto risco de ser confundida com a da amiga que comprou uma idêntica em Chinatown de Nova Iorque, perfeitamente falsificada? Sei que sim.

Só o bicho-homem inventa necessidades.

Essas diferenças de postura diante de um gasto retratam com perfeição um fato que é sempre divertido abordar: o complexo de culpa nas compras. Antes de continuar, esclareço: não sou antropólogo, nem sociólogo, nem psicólogo. Por vício profissional, sou apenas um observólogo do comportamento de consumo. Assim, o que vou dizer não vale pra sustentar nenhuma tese. E que, sintetizando numa frase, é o seguinte: não há porque ninguém ter complexo de culpa em qualquer tipo de compra. Com exceções óbvias daquelas feitas compulsivamente por distúrbios psicológicos (alguns mais diretos dizem “psiquiátricos”), fora essas, toda e qualquer compra é humanamente defensável. O “humanamente” taí de propósito. É a palavrinha mágica que sintetiza toda explicação porque nós, os bichos-homens, somos diferentes de todos os outros bípedes e quadrúpedes da Terra. Não é preciso assistir ao Animal Planet pra ver que o leão quando tá com fome, simplesmente almoça deliciosamente a gazela mesmo sendo um churrasco cru e sem tempero. Pra dormir, o macaco encaixa-se nos galhos de uma árvore alta e ronca. A zebra mata a sede na margem do rio e pronto. Ou seja: saciar essas exigências físicas realmente são necessidades porque remetem à sobrevivência. Por que, então, o animal homem não faz o mesmo e fica feliz satisfazendo apenas o que ele precisa pra se manter vivo? Resposta óbvia: porque a sociedade humana não é comandada pelas necessidades, mas pelos desejos. O “Homo Sapiens Urbanus” só se contenta com as necessidades verdadeiras, em situações radicais. Quem viu aquele filme com o Tom Hanks onde o avião da Fedex em que ele viajava como funcionário (tremendo merchandising, diga-se) cai fazendo-o viver como sobrevivente numa ilhota perdida, vai lembrar que ele, longe da civilização, buscava desesperadamente conseguir o verdadeiramente necessário: água de chuva pra matar a sede, peixes e cocos pra saciar a fome, folhas de árvores pra se proteger da chuva e descansar. Ou seja: o indispensável pra se manter vivo. Mas fora casos extremos como esse, quem fica feliz “só” com o indispensável à sobrevivência? Resposta: ninguém, nem monge tibetano. A gente quer um montão de coisas porque quer, e estamos conversados. Queremos matar a sede com água mineral engarrafada, comer na mesa servindo-se do bom e do melhor, fazer naninha num quarto com ar condicionado e colchão macio, etc. Síntese 1: somos cercados por pseudonecessidades. Síntese 2: fora o comer cru, beber da fonte e dormir ao relento, tudo que desejamos consumir na vida dita civilizada, é supérfluo.

Consumir com alma lavada. Três dicas.

Estamos acertados que tudo o que excede à sobrevivência é dispensável? Então temos que, sob essa premissa, o conceito de “necessário” é meramente cultural. É um falso necessário porque não está focado na manutenção da vida, mas em confortos que, a rigor, são supérfluos, descartáveis. Seguindo esse raciocínio vou me atrever a dar três dicas pra você se divertir com o prazer das compras (repito: desde que seu consumismo não seja malucamente compulsivo) considerando que tudo, no fundo, é emocional. E, nesse contexto, vale aproveitar o que o ato de consumir tem de entretenimento.
Vamos lá: 1- Pague com dinheiro vivo porque, anestesiado pelo prazer imediato da compra, a sensação do desperdício desaparece no ar e você fica livre de ter que repensá-la depois ao se deparar, na ressaca do consumo, com o canhoto do cheque pré-datado ou a fatura do cartão. 2- Se o valor é insensatamente alto a ponto de tornar inviável pagar com um bolo de notas, mergulhe no crediário buscando esticar ao máximo as prestações porque os valores baixos dão a ilusão de que a compra foi ao seu alcance (desde que você não faça a soma de tudo). 3- Por último, se as duas dicas acima fracassarem, seja descaradamente pidão/pidona, choroso/a, interpretando dramaticamente esta frase campeã no quesito “convencimento”: “comprei porque eu acho que mereço”. Atenção: o “acho” é fundamental na frase porque destaca a autovitimização. E, com isso, tem o poder de amolecer questionamentos, desfazer carrancas, adocicar broncas e transformar olhares críticos em olhares beatíficos direcionados às sacolas que você trouxe do shopping. Diga-se: repletas de maravilhosas desnecessidades. Como sobrevivência você não precisaria delas. Mas pelo prazer de comprar, são supérfluos indispensáveis.

Arquivado em: Tugarê — por Leticia sexta-feira, 23 janeiro, 2009. às 17:09

Design de jornal!

Sempre, quando posso, visito o blog da revista Época (http://colunas.epoca.globo.com/fazcaber). Não pq esse blog tenha mta coisa interessante, mas ele tem links interessantes q levam a outros mais interessantes ainda. Como o que segue. Um blog com portfólio de design de páginas de jornal. Visitem o do DOUGLAS OKASAKI (clique no número 13). Achei o melhor do pouco que consegui ver até agora.

http://www.newspagedesigner.com/

Arquivado em: Tugarê — por arlete.danker às 13:55

Hello

Quando o primeiro Mac foi apresentado em 1984, a campanha apresentava o computador mostrando em seu monitor um simpático “Hello”. Muitas pessoas e a totalidade dos diretores de arte adoram o visual tão simples e chic do sistema Mac. Mas é ótimo ver/ler essa mesma filosofia da Apple nos textos publicitários que foram apresentando as evoluções do Mac ao longo dos anos.

No site da Apple, as páginas que apresentam o novo sistema Leopard são um ótimo exemplo.

Selecionei algumas. Em inglês mesmo. Sorry.

Desktop. A neat place to work. (Um lugar limpinho/arrumadinho para trabalhar)

Quick Look. Look before you launch. (Veja antes de abrir)

Opening files is so 2006 (Abrir arquivos é tão 2006)

Time machine. A giant leap backward. (Um passo gigante para trás)

Pick a disk. Any disk. (Escolha um disco. Qualquer disco)

Timing is everything. (Timing é tudo)

Mail. Think outside the inbox. (Pense fora da caixa de entrada)

Sincerely yours. (Sinceramente seu)

Much ado about to-dos (Isso é Shakespeare. “Much ado about nothing”)

Spaces. Room for everything. (Espaço para tudo)

Make yourself at home. (Sinta-se em casa)

Safari. Still the world’s best web browser. (Ainda o melhor navegador web do mundo)

Browse like the wind. (Navegue como o vento)

Boot Camp. Run Windows on your Mac. (Rode o Windows no seu Mac)

Acho brilhante a forma como se misturam estilos de redação. De um lado, jogos de palavras sobre conhecimento popular (Opening files is so 2006. Much ado about to-dos. Browse like the wind). De outro lado, a simples utilização do mesmo conhecimento popular (Timing is everything. Make yourself at home. Sincerely yours). E finalmente, a descrição pura e objetiva do que é (Still the world’s best web browser. Run Windows on your Mac).

Criação é uma coisa tentadora, viciante. Se você não sabe parar, torna-se um enigma e acaba não dizendo nada. Corre o risco de não perceber que o fato em si, em forma de produto ou serviço, já é suficientemente criativo para ganhar o consumidor.

Arquivado em: Tugarê — por Alexandre Arato quarta-feira, 07 janeiro, 2009. às 19:33

 
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